ESTRUTURA DA MATERIA E ADESAO
LIGAÇÕES INTERATOMICAS
PRIMARIAS: atração coesiva
Ligações iônicas = cristais (gessos e cimentos de
fosfato)
Ligações covalentes = compostos orgânicos (resinas)
Ligações metálicas = cristais metálicos (ouro)
SECUNDARIAS (ponte de
hidrogenio): atração coesiva mantida pela polaridade entre as mol (água) sendo
mais fracas
DISTANCIA INTERATOMICAS:
tensão entre a energia de atração e repulsão dos atomos
ESTRUTURAS
CRISTALINAS: é a forma do arranjo
atômico de sólidos, q tem influencia direta nas propriedades físicas e
mecânicas dos materiais.
SOLIDO NÃO CRISTALINO:
(liq super-resfriados) sólidos q não apresentam estrutura cristalina. Ex: ceras
e vidros
ADESAO: atração molecular
ou atômica entre 2 superfícies q se tocam
. química (entre metal e
porcelana, c CFZ)
. mecânica (micro retenção
mecânica criada pelo condicionamento acido do esmalte e dentina)
. mecânico-quimica
ADESIVO: subs q promove
adesao de um material ao outro
COESAO: energia de atração
entre atomos
ENERGIA DE SUPERFICIE: as
superfícies atraem-se na sua interface, sendo a energia maior na superfície do
q no seu interior.
PRINCIPIOS Q AFETAM ADESAO
TENSAO SUPERFICIAL:tensão
interfacial entre liq/solido, devido a energias não equilibradas
MOLHAMENTO: tensão
interfacial entre liq/solido = ângulo de contato < q 90°
ÂNGULO DE MOLHAMENTO:
medida de capacidade de uma material sofrer molhamento, desde a parte q esta em
contato c o solido, passando pelo liquido.
ADESAO À ESTRUTURA DENTAL
.aplicação de flúor reduz
a superfície de molhamento do esmalte e dentina
.materiais restauradores
tem alta energia de superfície
.composição da estrutura
do dente não é homogênea
.presença da camada de
smear layer na cavidade
.inadequada remoção de
acido, contaminação por saliva e água da cavidade
PROPRIEDADES MECANICAS DOS MATERIAIS DENTARIOS
Os matérias restauradores
devem ser biocompativeis e resistir às tensões da mastigação.
TENSOES E DEFORMAÇÕES
TENSAO DE COMPRESSAO:
causada por uma carga q tende a comprimir ou encurtar um corpo
TENSAO DE CISALHAMENTO:
tende a resistir ao deslizamento de uma porção de um corpo sobre o outro
TENSAO DE FLEXAO: é a
tensão gerada por uma carga, geralmente perpendicular sobre um corpo q tem
apoio apenas em 1 ou mais de suas extremidade
TENSAO DE TRAÇÃO: o corpo
chega ser alongado ou esticado ate a ruptura
PROPRIEDADES MECANICAS
BASEADAS NA DEFORMAÇÃO ELASTICA
MODULO DE
ELASTICIDADE: rigidez relativa de um
material (qnt maior, mais rígido é o material)
FLEXIBILIDADE: é o qnt o
material sofre deformação elástica antes de sofrer deformação plastica
RESILIENCIA: qnt de
energia elastica liberada ao remover a carga de um corpo de prova
PROPRIEDADES DE
RESISTENCIA
LIMITE ELASTICO: é a
tensão q um material pode ser submetido, mas ele volta às suas dimensões
originais.
DEFORMAÇÃO PLASTICA:
material submetido à pressão, mas suas dimensões originais não voltam
RESISTENCIA À FLEXAO: é o
qnt o material resiste de tensão antes q ocorra sua fratura
RESISTENCIA A FADIGA: é o
qnt o material resiste às cargas repetitivas antes q ocorra sua fratura
RESISTENCIA AO IMPACTO: é
a energia necessária p fraturar um material qnd esse é submetido a uma carga de
impacto.
FORÇAS E TENSOES
MASTIGATORIAS (Kg)
Incisivo 9 a 24
Canino 60 a 151
Pré molar 22 a 45
Molar 40 a 90
OUTRAS PROPRIEDADES
MECANINCAS
TENACIDADE: é a qnd de energia necessaria p fraturar um
material
TENACIDADE A FRATURA:
tensão máxima q um material pode suportar antes da fratura
FRAGILIDADE: incapacidade
de um material de suportar uma deformação plástica antes de sofrer fratura
(porcelanas)
DUCTILIDADE: capacidade do
material de suportar uma grande deformação permanente sob uma carga de tração
antes de sofrer fratura (ouro puro)
MALEABILIDADE: capacidade
do material suportar uma deformação permanente, sob uma tensão compressiva, sem
sofrer ruptura (ouro puro)
DUREZA: capacidade do
material de resistir à penetração (metais) ou de sofrer riscamento (minerais)
FATORES DE CONCENTRAÇÃO DE
TENSOES :
Defeitos microscópicos ou
macroscópicos, superficiais como porosidade, rugosidade, desgaste, defeitos
internos (vazios, gases), alteração de formato, diferença de elasticidade e
coeficiencia
CRITERIOS P SELEÇÃO DE
MATERIAIS: planejamento, demanda do paciente, conhecer as tensões, atualização
cientifica do dentista.
TIPOS DE RESTAURAÇÕES E CLASSIFICAÇÕES DOS PREPAROS DE
CAVIDADE
Obs.: preparos p o uso de
materiais DIRETOS.
.CLASSE I: oclusal de
posteriores
.CLASSE II: oclusal e
proximal ou proximal de posteriores
.CLASSE III: proximal de
anteriores
.CLASSE IV: mesio-incisal
ou disto-incisal de anteriores
.CLASSE V: vestibular e
lingual de anteriores e posteriores (cim de ionômero de vidro - CIV)
.TRATAMENTO ENDODONTICO:
obturação dos canais radiculares qnd há necrose ou pulpite irreversível.
Obs.: preparos p o uso de
materiais INDIRETOS
.PREPARO P NUCLEO
INTRARRADICULAR: realizado em dentes q tem tratamento endodontico realizado e q
tenham grande destruição coronária.
.PREPARO TIPO INLAY:
cavidades preparadas nas faces oclusais e proximais de M e PM (não ultrapassa o
limite da mesa oclusal do dente, porem, o risco de fratura é maior)
.PREPARO TIPO ONLAY:
cavidades preparadas nas oclusais e proximais de M e PM. Envolvendo ou cobrindo
as cúspides dos dentes posteriores (é mais invasivo, porem, preserva mais o
dente contra as forças da mastigação)
.PREPARO TIPO COROA TOTAL:
o preparo envolve tds as superfícies do dente em questão (anteriores e
posteriores)
PROTESE PARCIAL FIXA – PPF
(ex ponte fixa)
É a restauração parcial de
um ou de mais dentes perdidos através de retentores que são cimentados aos
dentes pilares.
PROTESE PARCIAL REMOVIVEL
– PPR (ex Roth)
É uma estrutura metálica p
suportar dentes artificiais, destinada a restabelecer: mastigação, estética,
fonética, estabilização dos dentes enfraquecidos, prevenção de inclinação,
migração ou extrusão dos dentes remanescentes, alem de promover balanceio
muscular.
PROTESE TOTAL REMOVIVEL –
PTR (ex dentaduras)
Um artifício p reabilitar
o paciente totalmente desdentado, estética e funcionalmente c uma prótese
totalmente de acrílico.
IMPLANTES E PROTESES SOBRE
IMPLANTE
São suportes ou estruturas
de metal posicionadas cirurgicamente no osso maxilar abaixo da gengiva. Uma vez
colocados, permitem ao dentista montar dentes sobre eles.
MATERIAIS RESTAURADORES DIRETOS – CIMENTOS
ODONTOLOGICOS
CARACTERISTICAS: maioria
em pó/liquido, consistência pastosa e de baixa viscosidade (q permita bom
escoamento e molhamento das superfícies onde atuam), endurecem após reação de
presa, para serem usados como:
BASE: cimento como uma
camada de isolamento, aplicado na porção + profunda do preparo p proteger o tec
pulpar das injurias térmicas e químicas.
Ex: CIMENTO DE OXIDO DE
ZINCO EUGENOL
CIMENTO DE FOSFATO DE
ZINCO
CIMENTO DE IONOMERO DE
VIDRO
FORRADOR: fina camada,
usada p proteção da polpa e em geral tem propriedades regenerativas.
Ex: CIMENTO DE HIDROXIDO
DE CÁLCIO
ALGUNS IONOMEROS DE VIDRO
CIMENTO RESTAURADOR:
material utilizado p restaurar as estruturas mineralizadas perdidas do dente
Ex: CIMENTO DE IONOMERO DE
VIDRO
COMPOMEROS
AGENTE CIMENTANTE:
material viscoso colocado entre a estrutura dentaria e a prótese
Ex: CIMENTO DE FOSFATO DE
ZINCO
CIMENTO POLICARBOXILADO DE
ZINCO
CIMENTO DE IONOMERICO
CIMENTOS RESINOSOS
CIMENTO C AGENTES DE
CIMENTAÇÃO
Procedimento p cimentação:
o agente deve ser fluido p escoar em um filme de 25 micrometros de espessura,
na cimentação de coroas o cimento não deve preencher toda sua cavidade p
facilitar o escoamento do excesso do agente cimentante, o assentamento da
prótese deve ser feito por moderada pressão digital p o assentamento e
escoamento correto.
A remoção do excesso deve
ser realizada após a presa do agente cimentante (cimentos resinosos = antes da
polimerização), deve ser realizado sem q haja presença de água ou contaminações
por saliva ou substratos.
TEMPO DE TRABALHO: contado
do inicio da manipulação ate o momento q o material tenha consistência p escoar
e criar uma película de cimentação de 25 micrometros.
TEMPO DE PRESA: contado do
inicio da manipulação ate a presa do cimento, qnd este não mais sofrera
deformação plástica.
CIMENTO DE FOSFATO DE
ZINCO (agente cimentante – base)
Pó/liquido – placa de
vidro – espátula simples – movimentos circulares (uma medida de po + 3 gotas do
liq)
Tempo de trabalho: 1,5 min
Tempo de presa: 8 min
COMPOSIÇÃO: pó (oxido de
zinco e oxido de magnésio), liquido (ac fosforico, água, fosfato de aluminio e
em alguns casos fosfato de zinco)
SOLUBILIDADE: baixa em
água após maturação da presa
ADESAO: por microretenção
mecânica
PROPRIEDADES FISICO E
MECANICAS: resistência a compressão (104 MPa) e tração (5,5 MPa)
BIOCOMPATIBILIDADE: acidez
inicial aumenta sensibilidade, pH aumenta e após 24h é de 5,5.
MANIPULAÇÃO: o pó é
dividido em varias porções e incorporado aos poucos ao liquido. Espatulação
vigorosa na maior área da placa
VANTAGENS: baixo custo,
fácil manipulação, 0,02% de solubilidade e desintegração, alta resistência a
compressão, espessura de película de 25 micrometros ideal p um agente
cimentante, fácil remoção dos excessos após presa.
DESVANTAGENS: pH de 3,5 na
cimentação contribuindo p irritação pulpar, alta solubilidade inicial, não é
cariostatico, não é adesivo.
CIMENTO OXIDO DE ZINCO
EUGENOL (base)
Pó/liquido – placa de
vidro – espátula dupla – movimentos de espatulação de cim p baixo (2 medidas de
pó + 2 gotas do liq)
COMPOSIÇÃO: pó (oxido de
zinco), liquido (eugenol e água)
PROPRIEDADES FISICO E
MECANICAS: varia de 3 a 55 MPa, dependendo do q se destina
BIOCOMPATIBILIDADE: pH 7,
o q o torna o menos irritantes de todos
os materiais dentários.
MANIPULAÇÃO: basicamente
incorporação do po ao liq. A água acelera a reação de presa.
VANTAGENS: ótima
biocompatibilidade, funciona como sedativo p polpa, fácil manipulação, ótimo
selador de cavidade, versatilidade de uso.
DESVANTAGENS: algumas
pessoas apresentam reações alérgicas ao eugenol.
TIPO I: cimentação
provisória, resistência baixa p facilitar remoção
TIPO II: cimentação de
longa duração de prótese fixa, não tem a msm resistência do CFZ. Indicado em
casos de sensibilidade dentinaria
TIPO III: restaurador
temporário e base p isolamento térmico e sedativo p polpa, usado de alguns dias
a poucas semanas e não tem resistência mecânica,
TIPO IV: restaurações
intermediarias. Usado por pelo menos 1 ano e tem resistência mecânica.
CIMENTO HIDROXIDO DE
CÁLCIO (marcas: Hydro C, Hydcal) (forrador)
Pasta/pasta – placa de
vidro
COMPOSIÇÃO: hidróxido de
cálcio
APLICAÇÃO CLINICA:
- Forramento cavitario:
feito por uma suspensão c um solvente e um agente espessante. Qnd é colocado
sobre a parede pulpar, o solvente evapora, deixando uma fina camada de
hidróxido de cálcio
- Base: duas pastas
radiopacas, a reação de presa ocorre entre o hidróxido de cálcio e o silicato.
Tbm pode ser encontrado como fotoativação
- Capeamento pulpar: induz
a formação de dentina reparadora.
CIMENTO DE IONOMERO DE
VIDRO(CIV)(base – “alguns” forradores – cimento restaurador)
Pó/ liquido – papel –
espátula de plástico
COMPOSIÇÃO: pó
(fluoraluminiosilicato de cálcio solúvel ao acido), liquido (ac poliacrilico,
ac itaconico, ac maléico ou tricarboxilico)
ADESÃO: (adesao química)
quelação dos grupos carboxílicos dos poliácidos c o cálcio do esmalte e da
dentina
*Liberam fluoretos por um
longo tempo, teoricamente inibe a carie. Maior reação pulpar q o ZOE, mas são
geralmente biocompativeis
CIV I: CIMENTAÇÃO
CIV II: RESTAURAÇÃO
CIV III: NUCLEO
CIV IV: FORRADOR
TEORIAS P EXPLICAR OS
MECANISMOS ANTICARIOGENICOS: resistência do esmalte aos ácidos, equilíbrio
entre remineralização e desmineralização, ativação do metabolismo da placa.
*As restaurações de CIV
qnd expostas ao flúor, são capazes de absorver íons de flúor e liberá-los
lentamente nas semanas subseqüentes.
MANIPULAÇÃO: superfície do
dente limpa e seca, a consistência do CIV deve permitir o preenchimento das
irregularidades superficiais e o assentamento da prótese. O excesso removido
após a presa (como o CFZ), o acabamento deve ser feito sem o ressecamento excessivo.
Aplicar verniz p evitar rachaduras.
Preparo da superfície: a
limpeza é importante p adesao, condicionamento acido da cavidade por 10 a 20
seg p remoção do smear layer. Lavar por 30 seg, secar sem exageros, superfície
livre de saliva ou sg.
O pó deve ser incorporado
rapidamente ao liquido (45 a 60 seg) ao final, um aspecto brilhante, mistura
levada à cavidade c seringa centix.
CIMENTO DE IONOMERO DE
VIDRO REFORÇADO POR METAL (Cermet)
Esteticamente acinzentado
A liga de prata dá
tenacidade ao material, sofre quantidade de desgaste semelhante ao CIV e libera
menos flouretos q os CIV, c o passar do tempo tornam-se radiopacos, usado c
indicações limitadas p postertiores.
CIMENTO DE IONOMERO DE
VIDRO CONVENCIONAL DE ALTA VISCOSIDADE
Utilizado em tratamento
restaurador atraumatico (ART), q consiste no isolamento relativo da região a
ser tratada, remoção do tec cariado através de curetas, inserção de CIV da alta
viscosidade e remoção dos excessos.
CIMENTO DE IONOMERO DE
VIDRO MODIFICADO POR RESINA (IONOMERO HIBRIDO)
Presa mais rápida,
liberação de flúor semelhante aos CIVs, maior translucidez da restauração, pode
proporcionar melhor estética, msm mecanismo de adesao dos CIV (química), boa
interação c as resinas compostas (qnd usados como forradores ou bases), maior
resistência a tração comparada aos CIVs tradicionais, maior contração de presa,
pode resultar em microinfiltração, melhor molhamento q os CIV (ideal q condense
mt o material) e biocompatibilidade semelhante ao CIV.
.Ideal q se faça as
restaurações aos poucos, qnd se polimeriza ocorre a contração de polimerização
ocupando menos espaço.
COMPOMERO (cimento
restaurador)
Material restaurador
direto mais usado devido à estética e durabilidade
Pasta única
Liberação de flúor, porém,
menor q os CIV e a durabilidade das resinas compostas. Não é auto adesivo como
os CIV, sendo necessária a utilização de sist adesivo p dentina e esmalte,
propriedades estéticas comparadas às das resinas compostas. Podem ser
utilizados como restauradores, cimentação de restauração, núcleo de
preenchimento, selante de cicatrículas e fissuras.
CIMENTOS RESINOSOS (agente
cimentante)
Matriz resinosa semelhante
a das resinas compostas, fixação de porcelana pura ou resinas indiretas. A
polimerização pode ser por ativação química ou fotoativada ativada apenas c luz
ou dual (química + foto). Insolúvel nos fluidos orais, irritante à polpa
(monômeros).
Indicação de uso:
cimentação de restaurações estéticas (resina indireta e cerâmicas), pinos,
braquetes ortodônticos, próteses parciais (RMFs). Uma vez polimerizado a
remoção dos excessos torna-se trabalhosa.
Cimentação de próteses metálicas
– superfície interna da restauração deve ser jateada c partículas de alumina ou
deposição de sílica p melhor adesao, já q o cimento ira aderir-se melhor aos
pequenos espaços.
Processo de cimentação
sensível à presença de fluidos bucais.