sábado, 21 de abril de 2012

BIOMATERIAIS DENTÁRIOS


ESTRUTURA DA MATERIA E ADESAO



LIGAÇÕES INTERATOMICAS

PRIMARIAS: atração coesiva

            Ligações iônicas = cristais (gessos e cimentos de fosfato)

            Ligações covalentes = compostos orgânicos (resinas)

            Ligações metálicas = cristais metálicos (ouro)

SECUNDARIAS (ponte de hidrogenio): atração coesiva mantida pela polaridade entre as mol (água) sendo mais fracas

DISTANCIA INTERATOMICAS: tensão entre a energia de atração e repulsão dos atomos

ESTRUTURAS CRISTALINAS:  é a forma do arranjo atômico de sólidos, q tem influencia direta nas propriedades físicas e mecânicas dos materiais.

SOLIDO NÃO CRISTALINO: (liq super-resfriados) sólidos q não apresentam estrutura cristalina. Ex: ceras e vidros



ADESAO: atração molecular ou atômica entre 2 superfícies q se tocam

. química (entre metal e porcelana, c CFZ)

. mecânica (micro retenção mecânica criada pelo condicionamento  acido do esmalte e dentina)

. mecânico-quimica

ADESIVO: subs q promove adesao de um material ao outro

COESAO: energia de atração entre atomos



ENERGIA DE SUPERFICIE: as superfícies atraem-se na sua interface, sendo a energia maior na superfície do q no seu interior.



PRINCIPIOS Q AFETAM ADESAO

TENSAO SUPERFICIAL:tensão interfacial entre liq/solido, devido a energias não equilibradas

MOLHAMENTO: tensão interfacial entre liq/solido = ângulo de contato < q 90°

ÂNGULO DE MOLHAMENTO: medida de capacidade de uma material sofrer molhamento, desde a parte q esta em contato c o solido, passando pelo liquido.



ADESAO À ESTRUTURA DENTAL

.aplicação de flúor reduz a superfície de molhamento do esmalte e dentina

.materiais restauradores tem alta energia de superfície

.composição da estrutura do dente não é homogênea

.presença da camada de smear layer na cavidade

.inadequada remoção de acido, contaminação por saliva e água da cavidade





PROPRIEDADES MECANICAS DOS MATERIAIS DENTARIOS

Os matérias restauradores devem ser biocompativeis e resistir às tensões da mastigação.



TENSOES E DEFORMAÇÕES

TENSAO DE COMPRESSAO: causada por uma carga q tende a comprimir ou encurtar um corpo

 






TENSAO DE CISALHAMENTO: tende a resistir ao deslizamento de uma porção de um corpo sobre o outro

 








TENSAO DE FLEXAO: é a tensão gerada por uma carga, geralmente perpendicular sobre um corpo q tem apoio apenas em 1 ou mais de suas extremidade

 






TENSAO DE TRAÇÃO: o corpo chega ser alongado ou esticado ate a ruptura



 






PROPRIEDADES MECANICAS BASEADAS NA DEFORMAÇÃO ELASTICA

MODULO DE ELASTICIDADE:  rigidez relativa de um material (qnt maior, mais rígido é o material)

FLEXIBILIDADE: é o qnt o material sofre deformação elástica antes de sofrer deformação plastica

RESILIENCIA: qnt de energia elastica liberada ao remover a carga de um corpo de prova



PROPRIEDADES DE RESISTENCIA

LIMITE ELASTICO: é a tensão q um material pode ser submetido, mas ele volta às suas dimensões originais.

DEFORMAÇÃO PLASTICA: material submetido à pressão, mas suas dimensões originais não voltam

RESISTENCIA À FLEXAO: é o qnt o material resiste de tensão antes q ocorra sua fratura

RESISTENCIA A FADIGA: é o qnt o material resiste às cargas repetitivas antes q ocorra sua fratura

RESISTENCIA AO IMPACTO: é a energia necessária p fraturar um material qnd esse é submetido a uma carga de impacto.



FORÇAS E TENSOES MASTIGATORIAS (Kg)

Incisivo 9 a 24

Canino 60 a 151

Pré molar 22 a 45

Molar 40 a 90



OUTRAS PROPRIEDADES MECANINCAS

TENACIDADE:  é a qnd de energia necessaria p fraturar um material

TENACIDADE A FRATURA: tensão máxima q um material pode suportar antes da fratura

FRAGILIDADE: incapacidade de um material de suportar uma deformação plástica antes de sofrer fratura (porcelanas)

DUCTILIDADE: capacidade do material de suportar uma grande deformação permanente sob uma carga de tração antes de sofrer fratura (ouro puro)

MALEABILIDADE: capacidade do material suportar uma deformação permanente, sob uma tensão compressiva, sem sofrer ruptura (ouro puro)

DUREZA: capacidade do material de resistir à penetração (metais) ou de sofrer riscamento (minerais)



FATORES DE CONCENTRAÇÃO DE TENSOES :

Defeitos microscópicos ou macroscópicos, superficiais como porosidade, rugosidade, desgaste, defeitos internos (vazios, gases), alteração de formato, diferença de elasticidade e coeficiencia

CRITERIOS P SELEÇÃO DE MATERIAIS: planejamento, demanda do paciente, conhecer as tensões, atualização cientifica do dentista.







TIPOS DE RESTAURAÇÕES E CLASSIFICAÇÕES DOS PREPAROS DE CAVIDADE



Obs.: preparos p o uso de materiais DIRETOS.

.CLASSE I: oclusal de posteriores

.CLASSE II: oclusal e proximal ou proximal de posteriores

.CLASSE III: proximal de anteriores

.CLASSE IV: mesio-incisal ou disto-incisal de anteriores

.CLASSE V: vestibular e lingual de anteriores e posteriores (cim de ionômero de vidro - CIV)

.TRATAMENTO ENDODONTICO: obturação dos canais radiculares qnd há necrose ou pulpite irreversível.



Obs.: preparos p o uso de materiais INDIRETOS

.PREPARO P NUCLEO INTRARRADICULAR: realizado em dentes q tem tratamento endodontico realizado e q tenham grande destruição coronária.

.PREPARO TIPO INLAY: cavidades preparadas nas faces oclusais e proximais de M e PM (não ultrapassa o limite da mesa oclusal do dente, porem, o risco de fratura é maior)

.PREPARO TIPO ONLAY: cavidades preparadas nas oclusais e proximais de M e PM. Envolvendo ou cobrindo as cúspides dos dentes posteriores (é mais invasivo, porem, preserva mais o dente contra as forças da mastigação)

.PREPARO TIPO COROA TOTAL: o preparo envolve tds as superfícies do dente em questão (anteriores e posteriores)









PROTESE PARCIAL FIXA – PPF (ex ponte fixa)

É a restauração parcial de um ou de mais dentes perdidos através de retentores que são cimentados aos dentes pilares.

PROTESE PARCIAL REMOVIVEL – PPR (ex Roth)

É uma estrutura metálica p suportar dentes artificiais, destinada a restabelecer: mastigação, estética, fonética, estabilização dos dentes enfraquecidos, prevenção de inclinação, migração ou extrusão dos dentes remanescentes, alem de promover balanceio muscular.

PROTESE TOTAL REMOVIVEL – PTR (ex dentaduras)

Um artifício p reabilitar o paciente totalmente desdentado, estética e funcionalmente c uma prótese totalmente de acrílico.

IMPLANTES E PROTESES SOBRE IMPLANTE

São suportes ou estruturas de metal posicionadas cirurgicamente no osso maxilar abaixo da gengiva. Uma vez colocados, permitem ao dentista montar dentes sobre eles.





MATERIAIS RESTAURADORES DIRETOS – CIMENTOS ODONTOLOGICOS



CARACTERISTICAS: maioria em pó/liquido, consistência pastosa e de baixa viscosidade (q permita bom escoamento e molhamento das superfícies onde atuam), endurecem após reação de presa, para serem usados como:



BASE: cimento como uma camada de isolamento, aplicado na porção + profunda do preparo p proteger o tec pulpar das injurias térmicas e químicas.

Ex: CIMENTO DE OXIDO DE ZINCO EUGENOL

CIMENTO DE FOSFATO DE ZINCO

CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO



FORRADOR: fina camada, usada p proteção da polpa e em geral tem propriedades regenerativas.

Ex: CIMENTO DE HIDROXIDO DE CÁLCIO

ALGUNS IONOMEROS DE VIDRO



CIMENTO RESTAURADOR: material utilizado p restaurar as estruturas mineralizadas perdidas do dente

Ex: CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO

COMPOMEROS



AGENTE CIMENTANTE: material viscoso colocado entre a estrutura dentaria e a prótese

Ex: CIMENTO DE FOSFATO DE ZINCO

CIMENTO POLICARBOXILADO DE ZINCO

CIMENTO DE IONOMERICO

CIMENTOS RESINOSOS



CIMENTO C AGENTES DE CIMENTAÇÃO

Procedimento p cimentação: o agente deve ser fluido p escoar em um filme de 25 micrometros de espessura, na cimentação de coroas o cimento não deve preencher toda sua cavidade p facilitar o escoamento do excesso do agente cimentante, o assentamento da prótese deve ser feito por moderada pressão digital p o assentamento e escoamento correto.

A remoção do excesso deve ser realizada após a presa do agente cimentante (cimentos resinosos = antes da polimerização), deve ser realizado sem q haja presença de água ou contaminações por saliva ou substratos.

TEMPO DE TRABALHO: contado do inicio da manipulação ate o momento q o material tenha consistência p escoar e criar uma película de cimentação de 25 micrometros.

TEMPO DE PRESA: contado do inicio da manipulação ate a presa do cimento, qnd este não mais sofrera deformação plástica.







CIMENTO DE FOSFATO DE ZINCO (agente cimentante – base)

Pó/liquido – placa de vidro – espátula simples – movimentos circulares (uma medida de po + 3 gotas do liq)

Tempo de trabalho: 1,5 min

Tempo de presa: 8 min

COMPOSIÇÃO: pó (oxido de zinco e oxido de magnésio), liquido (ac fosforico, água, fosfato de aluminio e em alguns casos fosfato de zinco)

SOLUBILIDADE: baixa em água após maturação da presa

ADESAO: por microretenção mecânica

PROPRIEDADES FISICO E MECANICAS: resistência a compressão (104 MPa) e tração (5,5 MPa)

BIOCOMPATIBILIDADE: acidez inicial aumenta sensibilidade, pH aumenta e após 24h é de 5,5.

MANIPULAÇÃO: o pó é dividido em varias porções e incorporado aos poucos ao liquido. Espatulação vigorosa na maior área da placa

VANTAGENS: baixo custo, fácil manipulação, 0,02% de solubilidade e desintegração, alta resistência a compressão, espessura de película de 25 micrometros ideal p um agente cimentante, fácil remoção dos excessos após presa.

DESVANTAGENS: pH de 3,5 na cimentação contribuindo p irritação pulpar, alta solubilidade inicial, não é cariostatico, não é adesivo.



CIMENTO OXIDO DE ZINCO EUGENOL (base)

Pó/liquido – placa de vidro – espátula dupla – movimentos de espatulação de cim p baixo (2 medidas de pó + 2 gotas do liq)

COMPOSIÇÃO: pó (oxido de zinco), liquido (eugenol e água)

PROPRIEDADES FISICO E MECANICAS: varia de 3 a 55 MPa, dependendo do q se destina

BIOCOMPATIBILIDADE: pH 7, o q o torna o menos irritantes  de todos os materiais dentários.

MANIPULAÇÃO: basicamente incorporação do po ao liq. A água acelera a reação de presa.

VANTAGENS: ótima biocompatibilidade, funciona como sedativo p polpa, fácil manipulação, ótimo selador de cavidade, versatilidade de uso.

DESVANTAGENS: algumas pessoas apresentam reações alérgicas ao eugenol.



TIPO I: cimentação provisória, resistência baixa p facilitar remoção

TIPO II: cimentação de longa duração de prótese fixa, não tem a msm resistência do CFZ. Indicado em casos de sensibilidade dentinaria

TIPO III: restaurador temporário e base p isolamento térmico e sedativo p polpa, usado de alguns dias a poucas semanas e não tem resistência mecânica,

TIPO IV: restaurações intermediarias. Usado por pelo menos 1 ano e tem resistência mecânica.



CIMENTO HIDROXIDO DE CÁLCIO (marcas: Hydro C, Hydcal) (forrador)

Pasta/pasta – placa de vidro

COMPOSIÇÃO: hidróxido de cálcio

APLICAÇÃO CLINICA:

- Forramento cavitario: feito por uma suspensão c um solvente e um agente espessante. Qnd é colocado sobre a parede pulpar, o solvente evapora, deixando uma fina camada de hidróxido de cálcio

- Base: duas pastas radiopacas, a reação de presa ocorre entre o hidróxido de cálcio e o silicato. Tbm pode ser encontrado como fotoativação

- Capeamento pulpar: induz a formação de dentina reparadora.



CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO(CIV)(base – “alguns” forradores – cimento restaurador)

Pó/ liquido – papel – espátula de plástico

COMPOSIÇÃO: pó (fluoraluminiosilicato de cálcio solúvel ao acido), liquido (ac poliacrilico, ac itaconico, ac maléico ou tricarboxilico)

ADESÃO: (adesao química) quelação dos grupos carboxílicos dos poliácidos c o cálcio do esmalte e da dentina

*Liberam fluoretos por um longo tempo, teoricamente inibe a carie. Maior reação pulpar q o ZOE, mas são geralmente biocompativeis

CIV I: CIMENTAÇÃO

CIV II: RESTAURAÇÃO

CIV III: NUCLEO

CIV IV: FORRADOR

TEORIAS P EXPLICAR OS MECANISMOS ANTICARIOGENICOS: resistência do esmalte aos ácidos, equilíbrio entre remineralização e desmineralização, ativação do metabolismo da placa.

*As restaurações de CIV qnd expostas ao flúor, são capazes de absorver íons de flúor e liberá-los lentamente nas semanas subseqüentes.

MANIPULAÇÃO: superfície do dente limpa e seca, a consistência do CIV deve permitir o preenchimento das irregularidades superficiais e o assentamento da prótese. O excesso removido após a presa (como o CFZ), o acabamento deve ser feito sem o ressecamento excessivo. Aplicar verniz p evitar rachaduras.

Preparo da superfície: a limpeza é importante p adesao, condicionamento acido da cavidade por 10 a 20 seg p remoção do smear layer. Lavar por 30 seg, secar sem exageros, superfície livre de saliva ou sg.

O pó deve ser incorporado rapidamente ao liquido (45 a 60 seg) ao final, um aspecto brilhante, mistura levada à cavidade c seringa centix.



CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO REFORÇADO POR METAL (Cermet)

Esteticamente acinzentado

A liga de prata dá tenacidade ao material, sofre quantidade de desgaste semelhante ao CIV e libera menos flouretos q os CIV, c o passar do tempo tornam-se radiopacos, usado c indicações limitadas p postertiores.



CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO CONVENCIONAL DE ALTA VISCOSIDADE

Utilizado em tratamento restaurador atraumatico (ART), q consiste no isolamento relativo da região a ser tratada, remoção do tec cariado através de curetas, inserção de CIV da alta viscosidade e remoção dos excessos.



CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO MODIFICADO POR RESINA (IONOMERO HIBRIDO)

Presa mais rápida, liberação de flúor semelhante aos CIVs, maior translucidez da restauração, pode proporcionar melhor estética, msm mecanismo de adesao dos CIV (química), boa interação c as resinas compostas (qnd usados como forradores ou bases), maior resistência a tração comparada aos CIVs tradicionais, maior contração de presa, pode resultar em microinfiltração, melhor molhamento q os CIV (ideal q condense mt o material) e biocompatibilidade semelhante ao CIV.

.Ideal q se faça as restaurações aos poucos, qnd se polimeriza ocorre a contração de polimerização ocupando menos espaço.



COMPOMERO (cimento restaurador)

Material restaurador direto mais usado devido à estética e durabilidade

Pasta única

Liberação de flúor, porém, menor q os CIV e a durabilidade das resinas compostas. Não é auto adesivo como os CIV, sendo necessária a utilização de sist adesivo p dentina e esmalte, propriedades estéticas comparadas às das resinas compostas. Podem ser utilizados como restauradores, cimentação de restauração, núcleo de preenchimento, selante de cicatrículas e fissuras.



CIMENTOS RESINOSOS (agente cimentante)

Matriz resinosa semelhante a das resinas compostas, fixação de porcelana pura ou resinas indiretas. A polimerização pode ser por ativação química ou fotoativada ativada apenas c luz ou dual (química + foto). Insolúvel nos fluidos orais, irritante à polpa (monômeros).

Indicação de uso: cimentação de restaurações estéticas (resina indireta e cerâmicas), pinos, braquetes ortodônticos, próteses parciais (RMFs). Uma vez polimerizado a remoção dos excessos torna-se trabalhosa.

Cimentação de próteses metálicas – superfície interna da restauração deve ser jateada c partículas de alumina ou deposição de sílica p melhor adesao, já q o cimento ira aderir-se melhor aos pequenos espaços.

Processo de cimentação sensível à presença de fluidos bucais.


ASMA


ASMA

                Na asma as paredes internas dos brônquios são inflamadas, ou inchadas.

                Esta inflamação faz com que os músculos que envolvem os brônquios se contraiam com maior facilidade. A inflamação e a maior facilidade da contração dos músculos tornam os brônquios muito sensíveis, e eles tendem a reagir fortemente a coisas as quais você é alérgico ou a substâncias irritantes. Quando os brônquios reagem, eles se tornam mais estreitos e o ar passa com maior dificuldade para dentro e para fora dos pulmões. Isto causa sintoma como chiado, tosse, aperto no peito e dificuldade para respirar, especialmente à noite, ao acordar pela manhã e depois de exercícios.




ASMA x ODONTOLOGIA

                A asma é uma das complicações sistêmicas mais comuns nos consultórios odontológicos e os cirurgiões-dentistas devem estar preparados para prestar um atendimento seguro a esses pacientes.

                Ao receber um paciente asmático em seu consultório o dentista deve fazer uma avaliação detalhando especificamente: idade de inicio, freqüência e gravidade das crises, fatores precipitantes,

Medicamentos em uso: broncodilatadores ou corticóides e

categorias de risco

                Asmáticos têm uma tendência a serem respiradores bucais que, quando combinada com medicamentos para asma, tais como corticóides, causa uma menor produção de saliva. Essa condição é conhecida como "boca seca", e isso pode levar a um aumento no mau hálito e cáries, já que a saliva tem um efeito de limpeza na boca. Aqueles que não têm hábitos regulares de escovação e o uso do fio dental, gengivas podem ficar inflamadas, muitas vezes levando à gengivite.

                Além disso, inaladores para asma podem irritar o palato, causando uma lesão avermelhada. Se for ignorada, essa área pode ser infectada. Esta infecção pode se espalhar e afetar a garganta e o resto da boca.

                Pesquisas recentes apontam que crianças asmáticas apresentam maiores probabilidades de crescerem com problemas dentários. É importante tratar a doença o mais cedo possível para minimizar as consequências dos problemas ortodônticos, postural e de digestão.

                Uma das ocorrências bucais gerada por este problema respiratório é o desalinhamento dental.  A projeção dos dentes superiores para frente é significantemente preocupante.

                Os fechamentos dos lábios também alterados não se tocam porque a dificuldade em respirar cria o hábito de respirar pela boca.
A arcada dentária dos asmáticos torna-se mais estreita, levando a formação de mordida cruzada. Contudo, o melhor é PREVENIR. Ficando atentos na respiração das crianças para que não se instale nenhum problema respiratório com maiores conseqüências.

                                                              

OLFATO E PALADAR


OLFATO E PALADAR



O olfato é o sentido menos entendido até o momento.

A complicação para o estudo desse fenômeno está no fato de ser o sentido do olfato quase rudimentar no ser humano, quando comparado ao de alguns animais inferiores.



Olfato e memória

Um cheiro pode trazer uma enxurrada de lembranças, influenciar o humor das pessoas e afetar seu desempenho no trabalho. Como o bulbo olfativo é parte do sistema límbico cerebral, uma área tão associada com a memória que é muitas vezes chamada de "cérebro emocional", o olfato pode trazer à tona lembranças e respostas poderosas quase que instantaneamente.



O paladar é importante pois permite que a pessoa selecione o alimento de acordo com seu desejo e, provavelmente, também de acordo com a necessidade dos tecidos em relação a algumas substâncias nutritivas específicas.

SENSAÇÕES PRIMÁRIAS DO GOSTO
Para a análise de maneira prática do paladar, as propriedades dos receptores acima foram juntadas em quatro categorias gerais, denominadas sensações gustativas primárias, que são os sabores: azedo, salgado, doce e amargo.


Assimilação do paladar
­Tudo parece ser mais gostoso quando você está com fome, não é? Bem, realmente pode ser. Em um estudo feito por pesquisadores na Universidade de Malawi, grupos de alunos que estavam sem comer a 16 horas poderiam sentir soluções de açúcar e sal mais fracas do que aqueles que tinham comido apenas uma hora antes. Para distinguir o sabor, os alunos que já tinham comido precisaram de concentrações de açúcar e sal 50% mais altas do que aqueles que não tinham comido. Mas o sentido que detecta venenos nunca pára: um estômago vazio ou cheio não teve efeito na percepção do amargor. [fonte:
New York Times]

REMODELAÇÃO DO MÚSCULO


REMODELAÇÃO DO MÚSCULO

Hipertrofia e Atrofia Muscular

Efeito da denervação do músculo

Rigor Mortis





INTRODUÇÃO



            A hipertrofia ocorre quando há atividade muscular excessiva ou forçada, culminando, a médio ou a longo prazo, num aumento do tamanho do músculo.

Aumento da secção transversal do músculo

Aumento do diâmetro da fibra muscular

● Aumento do diâmetro das miofibrilhas

● Aumento do número de miofibrilhas

A atrofia ocorre sempre que um músculo não é usado, ou quando o é apenas para contrações muito fracas. Assim, quando um membro é imobilizado por muito tempo, como acontece em fraturas e paralisias, o músculo em questão se atrofia.

Após a morte, o cálcio pode permear livremente a membrana do retículo sarcoplasmático por consequência de sua degradação devido a morte celular. Com isso o sarcoplasma fica com uma concentração elevada de cálcio, formando pontes de ligação miosina-actina. Contudo como o metabolismo energético não mais sintetiza ATP, as bombas de regulação ionícas não mais funcionam (Bomba de cálcio ATPase) em consequência o músculo permanece rígido já que pontes não se libertam. O rigor mortis aparece em torno da 12ª hora após a morte, e permanece até em torno da 36ª, quando se tem sua reversão que ocorre naturalmente devido a degeneração dos tecidos musculares.






Remodelação do Músculo



Todos os músculos do corpo estão sob remodelamento contínuo para que melhor possam atender o que lhes é exigido. Seus diâmetros são modificados, seus comprimentos são alterados, suas forças são variadas, suas vascularizações são modificadas e, até mesmo, os tipos de suas fibras são mudados, pelo menos, em pequeno grau. Esse processo de remodelagem é, muitas vezes, bastante rápido, ocorrendo dentro de poucas semanas. Na verdade, experimentos têm demonstrado que, até mesmo em condições normais, as proteínas contráteis do músculo podem ser totalmente substituídas uma vez a cada duas semanas.



Hipertrofia e Atrofia musculares



Quando a massa total de um músculo aumenta, ocorre a hipertrofia muscular. Quando essa massa diminui, o processo é chamado de atrofia muscular.

Virtualmente, toda hipertrofia muscular é resultado da hipertrofia das fibras musculares isoladas, o que é chamado, simplesmente, de hipertrofia das fibras. Em geral, isso ocorre em resposta à contração do músculo com força máxima ou quase máxima. Ocorre hipertrofia muito mais acentuada quando o músculo é estirado durante o processo contrátil. Bastam apenas umas poucas dessas contrações, a cada dia, para que ocorra hipertrofia quase máxima dentro de 6 a 10 semanas.

Infelizmente, ainda é desconhecido o modo como as contrações fortes levam a hipertrofia. Todavia, é sabido que a velocidade da síntese das proteínas contráteis do músculo é muito maior durante o desenvolvimento da hipertrofia que a velocidade de sua degradação, do que resulta aumento progressivamente maior do número de filamentos de actina e de miosina nas miofibrilas. Por sua vez, as miofibrilas se dividem no interior de cada fibra muscular, para formar novas miofibrilas. Dessa forma, é esse grande aumento do número de miofibrilas adicionais que produz a hipertrofia das fibras musculares.

Junto com o aumento do número de miofibrilas, os sistemas enzimáticos que fornecem energia também aumentam. Isso é especialmente verdade para as enzimas da glicólise, permitindo um fornecimento rápido de energia durante as contrações musculares fortes, durante breves períodos.

Quando um músculo permanece inativo por longos períodos, a velocidade de degradação das proteínas contrateis, bem como a redução do número de miofibrilas, é maior que a velocidade com que são repostas. Como resultado, ocorre atrofia muscular.



 

 Ajuste do comprimento muscular. Ocorre outro tipo de hipertrofia quando os músculos são estirados além de seu comprimento normal. Isso faz com que sejam adicionados novos sarcômeros nas extremidades das fibras musculares onde elas se fixam aos tendões. Na verdade, a adição desses novos sarcômeros pode ser bastante rápida, até de vários sarcômeros a cada minuto, demonstrando a grande rapidez desse tipo de hipertrofia.

Inversamente, quando um músculo permanece retraído a comprimento menor que o seu normal por longos períodos, os sarcômeros nas extremidades das fibras desaparecem de modo igualmente rápido. É por esses processos que os músculos são continuamente remodelados para terem o comprimento adequado para uma contração muscular apropriada.

Hiperplasia das Fibras musculares. Sob condições muito raras de geração de força muscular extrema, já foi observado aumento do número de fibras musculares, mas de apenas uns poucos pontos percentuais, além da hipertrofia das fibras. Esse aumento do número de fibras é chamado de hiperplasia das fibras. Quando ocorre, seu mecanismo é o da divisão longitudinal de fibras previamente hipertrofiadas.



Remodelagem das fibras "lentas" em corredores de

maratona

Os músculos muito rápidos, de ação tipo mola, como o gastrocnêmio, só podem manter alto nível de força contrátil por períodos muito curtos de tempo de atividade contínua. Por conseguinte, os chamados músculos lentos, tais como o solear, são usados para as atividades prolongadas, tais como a corrida de maratona. Esses músculos não se hipertrofiam tanto como os músculos rápidos. Na verdade, eles são remodelados por outro modo. A atividade prolongada, por períodos de muitas horas a cada dia, causa, além de hipertrofia das fibras, de discreta a moderada, as seguintes alterações que aumentam a capacidade das fibras de utilizarem os nutrientes:

1. Aumento da mioglobina em cada fibra, para o transporte de

oxigênio para as mitocôndrias.

2. Número muito aumentado de mitocôndrias para formar

quantidades muito maiores de ATP.

3. Quantidades aumentadas de enzimas oxidativas nessas

mitocôndrias para provocar maior intensidade do metabolismo

oxidativo, o que aumenta ainda mais a produção de ATP.

4. Intenso crescimento de capilares no próprio músculo, resultando

em menor espaçamento desses capilares por entre as fibras musculares,

de modo que o oxigênio e outros nutrientes possam ser rápida e facilmente

fornecidos durante os períodos prolongados de atividade.



Efeitos da desnervação muscular

Quando um músculo fica privado de sua inervação, ele deixa de receber os sinais contráteis necessários para manter suas dimensões normais. Como resultado, a atrofia começa quase imediatamente. Após cerca de 2 meses, começam a aparecer alterações degenerativas nas próprias fibras musculares. Se houver reinervação, ocorrerá restauração completa da função até, nas condições usuais, 3 meses; mas, após esse período, a capacidade de restauração funcional fica

progressivamente menor, com perda definitiva de função após 1 a 2 anos.

Nas etapas finais da atrofia de desnervação, a maior parte das fibras musculares já está destruída e substituída por tecido fibroso e gorduroso. As fibras remanescentes são formadas por longa membrana celular, com fileira de núcleos de células musculares, mas desprovidas de propriedades contráteis e sem capacidade de regeneração de miofibrilas, caso ocorra reinervação.

Infelizmente, o tecido fibroso que toma o lugar das fibras musculares durante a atrofia de desnervação apresenta tendência a se retrair durante muitos meses, o que é chamado de contratura. Por conseguinte, um dos mais importantes problemas na prática da fisioterapia é a de impedir que os músculos atróficos venham a desenvolver contraturas debilitantes e desfigurantes. Isso é conseguido pelo estiramento diário dos músculos ou pelo uso de aparelhos que mantenham os músculos estirados durante o processo da atrofia.

Recuperação da contração muscular na poliomielite:

desenvolvimento de unidades macromotoras. Quando algumas fibras nervosas para um músculo são destruídas, com conservação de algumas, como ocorre freqüentemente na poliomielite, as, fibras remanescentes apresentam brotamentos de seus axônios que vão originar novos ramos axônicos, que, por sua vez, vão formar muitas ramificações novas, que, em seguida, inervam muitas das fibras musculares paralisadas. Disso resulta a formação de unidades motoras muito grandes, chamadas de unidades macromotoras, que chegam a conter número de fibras musculares cinco vezes maior que o número normal para cada motoneurônio da medula espinhal. Isso, obviamente, reduz a precisão do controle que deve existir sobre os músculos, mas, não obstante, permite que os músculos readquiram sua força.





Rigor Mortis

Várias horas após a morte, todos os músculos do corpo passam para um estado de contratura que é chamado de rigor mortis é um sinal reconhecível de morte que é causado por uma mudança química nos músculos, causando aos membros do cadáver um endurecimento ("rigor") e impossibilidade de mexê-los ou manipulá-los. Tipicamente o rigor acontece várias horas após a morte clínica e volta espontaneamente depois de dois dias, apesar do tempo de início e duração depender da temperatura ambiente. Na média, presumindo-se temperatura amena, começa entre 3 e 4 horas post-mortem, com total efeito do rigor em aproximadamente 12 horas, e finalmente o relaxamento em aproximadamente 36 horas.

A causa bioquímica do rigor mortis é a hidrólise do ATP no tecido muscular, a fonte de energia química necessária para o movimento. Moléculas de miosina derivados do ATP se tornam permanentemente aderentes aos filamentos e os músculos tornam-se rígidos. A circulação sanguínea cessa, assim como o transporte do oxigênio e retirada dos produtos do metabolismo. Os sistemas enzimáticos continuam funcionando após algum tempo da morte. Assim, a glicólise continua de forma anaeróbica, gerando ácido láctico, que produz abaixamento do pH. Neste momento, actina e miosina, unem-se formando actomiosina, que contrai fortemente o músculo.