sábado, 21 de abril de 2012

BIOMATERIAIS DENTÁRIOS


ESTRUTURA DA MATERIA E ADESAO



LIGAÇÕES INTERATOMICAS

PRIMARIAS: atração coesiva

            Ligações iônicas = cristais (gessos e cimentos de fosfato)

            Ligações covalentes = compostos orgânicos (resinas)

            Ligações metálicas = cristais metálicos (ouro)

SECUNDARIAS (ponte de hidrogenio): atração coesiva mantida pela polaridade entre as mol (água) sendo mais fracas

DISTANCIA INTERATOMICAS: tensão entre a energia de atração e repulsão dos atomos

ESTRUTURAS CRISTALINAS:  é a forma do arranjo atômico de sólidos, q tem influencia direta nas propriedades físicas e mecânicas dos materiais.

SOLIDO NÃO CRISTALINO: (liq super-resfriados) sólidos q não apresentam estrutura cristalina. Ex: ceras e vidros



ADESAO: atração molecular ou atômica entre 2 superfícies q se tocam

. química (entre metal e porcelana, c CFZ)

. mecânica (micro retenção mecânica criada pelo condicionamento  acido do esmalte e dentina)

. mecânico-quimica

ADESIVO: subs q promove adesao de um material ao outro

COESAO: energia de atração entre atomos



ENERGIA DE SUPERFICIE: as superfícies atraem-se na sua interface, sendo a energia maior na superfície do q no seu interior.



PRINCIPIOS Q AFETAM ADESAO

TENSAO SUPERFICIAL:tensão interfacial entre liq/solido, devido a energias não equilibradas

MOLHAMENTO: tensão interfacial entre liq/solido = ângulo de contato < q 90°

ÂNGULO DE MOLHAMENTO: medida de capacidade de uma material sofrer molhamento, desde a parte q esta em contato c o solido, passando pelo liquido.



ADESAO À ESTRUTURA DENTAL

.aplicação de flúor reduz a superfície de molhamento do esmalte e dentina

.materiais restauradores tem alta energia de superfície

.composição da estrutura do dente não é homogênea

.presença da camada de smear layer na cavidade

.inadequada remoção de acido, contaminação por saliva e água da cavidade





PROPRIEDADES MECANICAS DOS MATERIAIS DENTARIOS

Os matérias restauradores devem ser biocompativeis e resistir às tensões da mastigação.



TENSOES E DEFORMAÇÕES

TENSAO DE COMPRESSAO: causada por uma carga q tende a comprimir ou encurtar um corpo

 






TENSAO DE CISALHAMENTO: tende a resistir ao deslizamento de uma porção de um corpo sobre o outro

 








TENSAO DE FLEXAO: é a tensão gerada por uma carga, geralmente perpendicular sobre um corpo q tem apoio apenas em 1 ou mais de suas extremidade

 






TENSAO DE TRAÇÃO: o corpo chega ser alongado ou esticado ate a ruptura



 






PROPRIEDADES MECANICAS BASEADAS NA DEFORMAÇÃO ELASTICA

MODULO DE ELASTICIDADE:  rigidez relativa de um material (qnt maior, mais rígido é o material)

FLEXIBILIDADE: é o qnt o material sofre deformação elástica antes de sofrer deformação plastica

RESILIENCIA: qnt de energia elastica liberada ao remover a carga de um corpo de prova



PROPRIEDADES DE RESISTENCIA

LIMITE ELASTICO: é a tensão q um material pode ser submetido, mas ele volta às suas dimensões originais.

DEFORMAÇÃO PLASTICA: material submetido à pressão, mas suas dimensões originais não voltam

RESISTENCIA À FLEXAO: é o qnt o material resiste de tensão antes q ocorra sua fratura

RESISTENCIA A FADIGA: é o qnt o material resiste às cargas repetitivas antes q ocorra sua fratura

RESISTENCIA AO IMPACTO: é a energia necessária p fraturar um material qnd esse é submetido a uma carga de impacto.



FORÇAS E TENSOES MASTIGATORIAS (Kg)

Incisivo 9 a 24

Canino 60 a 151

Pré molar 22 a 45

Molar 40 a 90



OUTRAS PROPRIEDADES MECANINCAS

TENACIDADE:  é a qnd de energia necessaria p fraturar um material

TENACIDADE A FRATURA: tensão máxima q um material pode suportar antes da fratura

FRAGILIDADE: incapacidade de um material de suportar uma deformação plástica antes de sofrer fratura (porcelanas)

DUCTILIDADE: capacidade do material de suportar uma grande deformação permanente sob uma carga de tração antes de sofrer fratura (ouro puro)

MALEABILIDADE: capacidade do material suportar uma deformação permanente, sob uma tensão compressiva, sem sofrer ruptura (ouro puro)

DUREZA: capacidade do material de resistir à penetração (metais) ou de sofrer riscamento (minerais)



FATORES DE CONCENTRAÇÃO DE TENSOES :

Defeitos microscópicos ou macroscópicos, superficiais como porosidade, rugosidade, desgaste, defeitos internos (vazios, gases), alteração de formato, diferença de elasticidade e coeficiencia

CRITERIOS P SELEÇÃO DE MATERIAIS: planejamento, demanda do paciente, conhecer as tensões, atualização cientifica do dentista.







TIPOS DE RESTAURAÇÕES E CLASSIFICAÇÕES DOS PREPAROS DE CAVIDADE



Obs.: preparos p o uso de materiais DIRETOS.

.CLASSE I: oclusal de posteriores

.CLASSE II: oclusal e proximal ou proximal de posteriores

.CLASSE III: proximal de anteriores

.CLASSE IV: mesio-incisal ou disto-incisal de anteriores

.CLASSE V: vestibular e lingual de anteriores e posteriores (cim de ionômero de vidro - CIV)

.TRATAMENTO ENDODONTICO: obturação dos canais radiculares qnd há necrose ou pulpite irreversível.



Obs.: preparos p o uso de materiais INDIRETOS

.PREPARO P NUCLEO INTRARRADICULAR: realizado em dentes q tem tratamento endodontico realizado e q tenham grande destruição coronária.

.PREPARO TIPO INLAY: cavidades preparadas nas faces oclusais e proximais de M e PM (não ultrapassa o limite da mesa oclusal do dente, porem, o risco de fratura é maior)

.PREPARO TIPO ONLAY: cavidades preparadas nas oclusais e proximais de M e PM. Envolvendo ou cobrindo as cúspides dos dentes posteriores (é mais invasivo, porem, preserva mais o dente contra as forças da mastigação)

.PREPARO TIPO COROA TOTAL: o preparo envolve tds as superfícies do dente em questão (anteriores e posteriores)









PROTESE PARCIAL FIXA – PPF (ex ponte fixa)

É a restauração parcial de um ou de mais dentes perdidos através de retentores que são cimentados aos dentes pilares.

PROTESE PARCIAL REMOVIVEL – PPR (ex Roth)

É uma estrutura metálica p suportar dentes artificiais, destinada a restabelecer: mastigação, estética, fonética, estabilização dos dentes enfraquecidos, prevenção de inclinação, migração ou extrusão dos dentes remanescentes, alem de promover balanceio muscular.

PROTESE TOTAL REMOVIVEL – PTR (ex dentaduras)

Um artifício p reabilitar o paciente totalmente desdentado, estética e funcionalmente c uma prótese totalmente de acrílico.

IMPLANTES E PROTESES SOBRE IMPLANTE

São suportes ou estruturas de metal posicionadas cirurgicamente no osso maxilar abaixo da gengiva. Uma vez colocados, permitem ao dentista montar dentes sobre eles.





MATERIAIS RESTAURADORES DIRETOS – CIMENTOS ODONTOLOGICOS



CARACTERISTICAS: maioria em pó/liquido, consistência pastosa e de baixa viscosidade (q permita bom escoamento e molhamento das superfícies onde atuam), endurecem após reação de presa, para serem usados como:



BASE: cimento como uma camada de isolamento, aplicado na porção + profunda do preparo p proteger o tec pulpar das injurias térmicas e químicas.

Ex: CIMENTO DE OXIDO DE ZINCO EUGENOL

CIMENTO DE FOSFATO DE ZINCO

CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO



FORRADOR: fina camada, usada p proteção da polpa e em geral tem propriedades regenerativas.

Ex: CIMENTO DE HIDROXIDO DE CÁLCIO

ALGUNS IONOMEROS DE VIDRO



CIMENTO RESTAURADOR: material utilizado p restaurar as estruturas mineralizadas perdidas do dente

Ex: CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO

COMPOMEROS



AGENTE CIMENTANTE: material viscoso colocado entre a estrutura dentaria e a prótese

Ex: CIMENTO DE FOSFATO DE ZINCO

CIMENTO POLICARBOXILADO DE ZINCO

CIMENTO DE IONOMERICO

CIMENTOS RESINOSOS



CIMENTO C AGENTES DE CIMENTAÇÃO

Procedimento p cimentação: o agente deve ser fluido p escoar em um filme de 25 micrometros de espessura, na cimentação de coroas o cimento não deve preencher toda sua cavidade p facilitar o escoamento do excesso do agente cimentante, o assentamento da prótese deve ser feito por moderada pressão digital p o assentamento e escoamento correto.

A remoção do excesso deve ser realizada após a presa do agente cimentante (cimentos resinosos = antes da polimerização), deve ser realizado sem q haja presença de água ou contaminações por saliva ou substratos.

TEMPO DE TRABALHO: contado do inicio da manipulação ate o momento q o material tenha consistência p escoar e criar uma película de cimentação de 25 micrometros.

TEMPO DE PRESA: contado do inicio da manipulação ate a presa do cimento, qnd este não mais sofrera deformação plástica.







CIMENTO DE FOSFATO DE ZINCO (agente cimentante – base)

Pó/liquido – placa de vidro – espátula simples – movimentos circulares (uma medida de po + 3 gotas do liq)

Tempo de trabalho: 1,5 min

Tempo de presa: 8 min

COMPOSIÇÃO: pó (oxido de zinco e oxido de magnésio), liquido (ac fosforico, água, fosfato de aluminio e em alguns casos fosfato de zinco)

SOLUBILIDADE: baixa em água após maturação da presa

ADESAO: por microretenção mecânica

PROPRIEDADES FISICO E MECANICAS: resistência a compressão (104 MPa) e tração (5,5 MPa)

BIOCOMPATIBILIDADE: acidez inicial aumenta sensibilidade, pH aumenta e após 24h é de 5,5.

MANIPULAÇÃO: o pó é dividido em varias porções e incorporado aos poucos ao liquido. Espatulação vigorosa na maior área da placa

VANTAGENS: baixo custo, fácil manipulação, 0,02% de solubilidade e desintegração, alta resistência a compressão, espessura de película de 25 micrometros ideal p um agente cimentante, fácil remoção dos excessos após presa.

DESVANTAGENS: pH de 3,5 na cimentação contribuindo p irritação pulpar, alta solubilidade inicial, não é cariostatico, não é adesivo.



CIMENTO OXIDO DE ZINCO EUGENOL (base)

Pó/liquido – placa de vidro – espátula dupla – movimentos de espatulação de cim p baixo (2 medidas de pó + 2 gotas do liq)

COMPOSIÇÃO: pó (oxido de zinco), liquido (eugenol e água)

PROPRIEDADES FISICO E MECANICAS: varia de 3 a 55 MPa, dependendo do q se destina

BIOCOMPATIBILIDADE: pH 7, o q o torna o menos irritantes  de todos os materiais dentários.

MANIPULAÇÃO: basicamente incorporação do po ao liq. A água acelera a reação de presa.

VANTAGENS: ótima biocompatibilidade, funciona como sedativo p polpa, fácil manipulação, ótimo selador de cavidade, versatilidade de uso.

DESVANTAGENS: algumas pessoas apresentam reações alérgicas ao eugenol.



TIPO I: cimentação provisória, resistência baixa p facilitar remoção

TIPO II: cimentação de longa duração de prótese fixa, não tem a msm resistência do CFZ. Indicado em casos de sensibilidade dentinaria

TIPO III: restaurador temporário e base p isolamento térmico e sedativo p polpa, usado de alguns dias a poucas semanas e não tem resistência mecânica,

TIPO IV: restaurações intermediarias. Usado por pelo menos 1 ano e tem resistência mecânica.



CIMENTO HIDROXIDO DE CÁLCIO (marcas: Hydro C, Hydcal) (forrador)

Pasta/pasta – placa de vidro

COMPOSIÇÃO: hidróxido de cálcio

APLICAÇÃO CLINICA:

- Forramento cavitario: feito por uma suspensão c um solvente e um agente espessante. Qnd é colocado sobre a parede pulpar, o solvente evapora, deixando uma fina camada de hidróxido de cálcio

- Base: duas pastas radiopacas, a reação de presa ocorre entre o hidróxido de cálcio e o silicato. Tbm pode ser encontrado como fotoativação

- Capeamento pulpar: induz a formação de dentina reparadora.



CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO(CIV)(base – “alguns” forradores – cimento restaurador)

Pó/ liquido – papel – espátula de plástico

COMPOSIÇÃO: pó (fluoraluminiosilicato de cálcio solúvel ao acido), liquido (ac poliacrilico, ac itaconico, ac maléico ou tricarboxilico)

ADESÃO: (adesao química) quelação dos grupos carboxílicos dos poliácidos c o cálcio do esmalte e da dentina

*Liberam fluoretos por um longo tempo, teoricamente inibe a carie. Maior reação pulpar q o ZOE, mas são geralmente biocompativeis

CIV I: CIMENTAÇÃO

CIV II: RESTAURAÇÃO

CIV III: NUCLEO

CIV IV: FORRADOR

TEORIAS P EXPLICAR OS MECANISMOS ANTICARIOGENICOS: resistência do esmalte aos ácidos, equilíbrio entre remineralização e desmineralização, ativação do metabolismo da placa.

*As restaurações de CIV qnd expostas ao flúor, são capazes de absorver íons de flúor e liberá-los lentamente nas semanas subseqüentes.

MANIPULAÇÃO: superfície do dente limpa e seca, a consistência do CIV deve permitir o preenchimento das irregularidades superficiais e o assentamento da prótese. O excesso removido após a presa (como o CFZ), o acabamento deve ser feito sem o ressecamento excessivo. Aplicar verniz p evitar rachaduras.

Preparo da superfície: a limpeza é importante p adesao, condicionamento acido da cavidade por 10 a 20 seg p remoção do smear layer. Lavar por 30 seg, secar sem exageros, superfície livre de saliva ou sg.

O pó deve ser incorporado rapidamente ao liquido (45 a 60 seg) ao final, um aspecto brilhante, mistura levada à cavidade c seringa centix.



CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO REFORÇADO POR METAL (Cermet)

Esteticamente acinzentado

A liga de prata dá tenacidade ao material, sofre quantidade de desgaste semelhante ao CIV e libera menos flouretos q os CIV, c o passar do tempo tornam-se radiopacos, usado c indicações limitadas p postertiores.



CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO CONVENCIONAL DE ALTA VISCOSIDADE

Utilizado em tratamento restaurador atraumatico (ART), q consiste no isolamento relativo da região a ser tratada, remoção do tec cariado através de curetas, inserção de CIV da alta viscosidade e remoção dos excessos.



CIMENTO DE IONOMERO DE VIDRO MODIFICADO POR RESINA (IONOMERO HIBRIDO)

Presa mais rápida, liberação de flúor semelhante aos CIVs, maior translucidez da restauração, pode proporcionar melhor estética, msm mecanismo de adesao dos CIV (química), boa interação c as resinas compostas (qnd usados como forradores ou bases), maior resistência a tração comparada aos CIVs tradicionais, maior contração de presa, pode resultar em microinfiltração, melhor molhamento q os CIV (ideal q condense mt o material) e biocompatibilidade semelhante ao CIV.

.Ideal q se faça as restaurações aos poucos, qnd se polimeriza ocorre a contração de polimerização ocupando menos espaço.



COMPOMERO (cimento restaurador)

Material restaurador direto mais usado devido à estética e durabilidade

Pasta única

Liberação de flúor, porém, menor q os CIV e a durabilidade das resinas compostas. Não é auto adesivo como os CIV, sendo necessária a utilização de sist adesivo p dentina e esmalte, propriedades estéticas comparadas às das resinas compostas. Podem ser utilizados como restauradores, cimentação de restauração, núcleo de preenchimento, selante de cicatrículas e fissuras.



CIMENTOS RESINOSOS (agente cimentante)

Matriz resinosa semelhante a das resinas compostas, fixação de porcelana pura ou resinas indiretas. A polimerização pode ser por ativação química ou fotoativada ativada apenas c luz ou dual (química + foto). Insolúvel nos fluidos orais, irritante à polpa (monômeros).

Indicação de uso: cimentação de restaurações estéticas (resina indireta e cerâmicas), pinos, braquetes ortodônticos, próteses parciais (RMFs). Uma vez polimerizado a remoção dos excessos torna-se trabalhosa.

Cimentação de próteses metálicas – superfície interna da restauração deve ser jateada c partículas de alumina ou deposição de sílica p melhor adesao, já q o cimento ira aderir-se melhor aos pequenos espaços.

Processo de cimentação sensível à presença de fluidos bucais.


Um comentário:

  1. Acompanhe neste vídeo um Hands-on com mandíbula animal com utilização de biomateriais.

    https://www.facebook.com/reinaimplante/videos/182173778895846/

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